segunda-feira, maio 04, 2009

João Bertolucci (meu avô)

Post atualizado em 27/05/2010
Este será um post bastante grande, pois trata-se de meu avô João. Não tive muito contato com ele, já que falecera em 1969 quando eu tinha apenas 7 anos de idade, contudo, vou deixar aqui resgitrado o que consigo lembrar.

Naquela época meus avós moravam na Rua Engenheiro Saturnino de Brito no bairro do Belenzinho. Era uma casa térrea que hoje pelo que me parece foi demolida. Moravam meus avôs João e Clandira, minha tia Marilda com seu esposo João Tiano, meus primos Cláudio (Di), Carlos (Nenê) e minha prima Nilza (Tuca). É, todos tinha apelidos. Nos baixos da casa moravam meu tio (e meu padrinho) Assir com minha madrinha Jordelina. Eles não tiveram filhos.

Na mesma rua, mais próximo a Avenida Celso Garcia, moravam meus tios Osmar e Maria Inês, com meus primos Nilton e Nilson Bertolucci. Naquela casa ainda moravam os parentes da minha tia (Família Santos Gonçalves), sua mãe e seus irmãos Dito (Benedito) e Geraldo. Acho que tinha a "tia" Nair também. Eram muitas pessoas e destes só minha tia Maria Inês (falecida em 2013) e meus primos, claro, estão vivos . E ainda, nesta mesma rua morava a irmã da minha tia Maria Inês de nome Dita (Benedita) com seu esposo Paschoal e sua filha Izilda (Izildinha como chamavamos). Todos estão falecidos, inclusive Izilda que morreu muito moça com menos de 50 anos, creio que em 2004. Complementando meus familiares por parte de minha mãe (Família Pierroti) moravam na Rua Herval no mesmo bairro. Muitos e muitos parentes por perto, por isso temos tantos vínculos com esse bairro querido.

Eu não me lembro, mas acho que meu avô não trabalhava em mais nada quando faleceu, mas não era aposentado. Segundo, em conversa com um primo agora em 2010, meu avô João trabalhava de consertar máquinas de costuras.

Era uma bagunça aquela família, tiveram algum dinheiro, mas não adquiriram nada na vida. Meu tio Assir trabalhava, as vezes não, as vezes sim, era o que comentavam, creio que era um problema para a família. Mas nesta casa tinham muitas alegrias, muitos encontros de domingo e muita comilança como todas as boas famílias de descendentes de italianos. Ainda consigo me relembrar das risadas de todos, os causos, o entra e sai de pessoas, pois todos moravam pertos. Era muito comum minha avó comentar dos seus parentes da cidade de Jacareí, família Guedes Magalhães. Meu padrinho Assir então quando bebia um pouco mais acabava sendo incoveniente e sempre contava as mesmas histórias. (rs). Foi assim até bem velhinho quando veio a falecer num asilo.

Era comum no Natal nos fartamos de muita massa, muitos frangos, muita e muita comida. Meu pai Hélio e meu tio Assir comiam um frango cada. Ainda tinha os grandes caldeirões de boa canja feitas com as galinhas do quintal que minha avó abatia. Segundo minha mãe Nair, quando eu fui batizado em dezembro de 1962 a fartura era tanta que meus parentes por parte de mãe ficaram abismados com a comilança (rs).

Meu avô João casou-se com Clandira Guedes Magalhães em 18 de novembro de 1916, na cidade de Jacareí. Ele com 21 anos, profissão artista e ela com 17 anos, doméstica, nascida em Taubaté. Eram pais da minha avó Clandira, Antonio Guedes Magalhães e Maria Lacombe Magalhães. Meu avô nascido e morando em São Paulo como será que conheceu minha avó na cidade de Jacareí?
João teve em sociedade uma pequena indústria de móveis no bairro do Brás. A fábrica chamava-se "Móveis Santa Maria" de Favaro & Bertolucci. Temos algumas fotografias desta fábrica, dos móveis e dos funcionários. Creio que a indústria ficava perto de sua residência pois em algumas fotos aparecem meus tios Edmilson e Assir junto aos funcionários. Não sei o que aconteceu com esta sociedade. se faliu, se venderam, sei que alguns móveis que tinham na casa dos meus avós tinham sido produzidos nesta fábrica. Segundo minha mãe, Nair, o berço da minha irmã foi meu avô quem o confeccionou.

Tenho em posse a Carteira de Saúde de meu avô emitida em 16 de feveireiro de 1938. Lá diz que ele morava na Rua Casemiro de Abreu, 90 e trabalhava na Rua Aurora, 198 na empresa Angelo Del Vechio como serrador. Esta empresa Del Vechio só pode ser dos violões. Entrei em contato com esta empresa que me respondeu em julho de 2009 que meu avô foi sim funcionário deles.
Seu Avô trabalhou em nossa empresa, no periodo de 01 de fevereiro de 1937 e demitiu - se em 31 de outubro de 1938 de sua espontanea vontade, conforme consta do livro de registro, ( não tem Foto), e exerceu a função de serrador operario. Para trabalhar das 08:00 as 19:00 horas com intervalos de 2 horas.Nome do pai Luiz, nasceu em 22 de junho de 1895, e residia na rua casimiro de abreu nº90, Brasileiro Casado.

Atenciosamente

Casa Del Vecchio LTDA.

quinta-feira, abril 23, 2009

Antonio Bertolucci

Antonio Bertolucci , segundo filho nascido nesta cidade de São Paulo em 10 de agosto de 1892 e falecendo nesta mesma cidade em 22 de novembro de 1980 com 88 anos.

Antonio casou-se com Josephina Salvagnini e tiveram os filhos Nélson e Nilza Bertolucci.

terça-feira, março 07, 2006

1.2 Luigi Bertolucci (imigrante)

(Este post foi atualizado em 16/04/09)

Fica difícil contar a história de quem já se foi, pois a maioria dos parentes que talvez soubessem algo deste meu bisavô, no caso os meus tios, na sua grande maioria também se foram. Restou somente meu pai Hélio e minha tia Marilda que na realidade nunca se interessaram para sua história familiar. Vamos lá, tentar levantar este que foi o personagem principal desta nossa vida aqui no Brasil.


Luigi Bertolucci nasceu na Itália, província de Lucca, comune da Capannori em 31/01/1860. Contudo na sua carteira de reservista consta 31/12/1860. Filho de Pellegrino Bertolucci e Palmerina Michelli. Será que levaram onze meses para registra-lo ainda como bebê na Itália?
Como já escrevi num post anterior, ainda nada sei sobre irmãos ou irmãs, mas acredito que poucas familias tinham um único filho (a), ainda mais as italianas. Talvez meu bisavô tenha outros parentes que ficaram na Itália ou imigraram para outras localidades brasileiras e do Mundo. No Memorial dos Imigrantes existe um registro em nome de Pellegrino Bertolucci, talvez seu pai visitando-o ou ainda um irmão com o mesmo nome do pai.
Imigração:

Já como imigrante em todos os seus documentos consta seu nome como Luís Bertolucci. Chegou no Brasil em 28 de dezembro de 1878, antes da grande leva que imigrou para o Brasil. O que será que trouxe Luigi Bertolucci para o Brasil? Está é um pergunta que será sempre uma incognita, poderia ser o velho sonho de viver na tal "Mérica" ou qualquer outro.
Outro dia fazendo pesquisas no Google descobri um tal Bertolucci que escreveu um livro sobre o facismo. Seria o nosso ramo Bertolucci ligado a vida política ou com algum problema político na Itália? Talvez somente uma visita em algum arquivo italiano para tentar desvendar esse mistério! É de se pensar que os nossos Bertolucci talvez tivessem uma vida mais ou menos boa na Itália, pois existem registros fotográficos , inclusive dos seus pais na Itália. Pelo que podemos imaginar não era qualquer família que tinha dinheiro para registros fotográficos nas primeiras décadas do século XX
Trabalho:
Não sei ao certo quantas profissões ocupou ou em que empresas trabalhou, pois chegou no Brasil com 18 anos e entrou para a empresa "The S. Paulo Tramway, Light & Power Co. Ltd." (anteriormente Companhia Carris de Ferro de São Paulo, virou Light e atualmente Eletropaulo) em 09 de janeiro de 1890, então com 30 anos. Nesta época os bondes ainda eram de tração animal já que os bondes elétricos começaram a funcionar em 1900. Por conhecer a informação de que tinha ocupado a profissão de motorneiro de bonde, consegui levantar nos arquivos da Eletropaulo esses documentos. Sua residência, segundo esta ficha de empregado era na Rua Visconde de Parnaíba, 301. Desligou-se da empresa em 01 de fevereiro de 1937. No mes de março do mesmo ano obteve sua aposentadoria pela Caixa de Aposentadoria e Pensões do Serviço de Tração, Luz, Força e Gaz de São Paulo e neste período o seu endereço residencial era Av. Jurema, 29 - Indianópolis.
Suas primeiras ocupações nesta empresa não estão definidas. Em fevereiro de 1902 ocupava o cargo de motorneiro - ou seja conduzia bondes elétricos - com salário de $ 600 (réis - ?). Em 1924 passou para tráfego transporte como ajudante chefe de Sto. Amaro - salário 200$000. Em 1928 como chefe da estação de carga de Vila Mariana - salário 250$000. Em 1929 como encarregado de Vila Mariana - salário 300$000. Em 1932 como encarregado Est. de carro de S. Joaquim (inelegível) - salário 350$000 e finalizando em 1935 na estação de carga (?) com um salário de 450$000. Pelas minhas contas trabalhou por 45 anos na mesma empresa aposentando-se com com 77 anos.
Vida familiar:
Luíz Bertolucci (com 25 anos) casou-se com Maria Ferreira da Silva (com 21 anos), brasileira, em 24 de setembro de 1885 na cidade de São Paulo às 5 horas da tarde na Matriz Bom Jesus do Brás. São pais de Maria Emília (Joaquim Ferreira da Silva e Gertrudes da Conceição).Tiveram os seguintes filhos (as) nascido na cidade de São Paulo: Isabel, Antonio, João, Elisa, Luíz Filho, Mário, Olga e Yolanda. Parece que o casal teve outros filhos - três meninas e um menino - que faleceram crianças. (vide árvore genealógica) A família morou em alguns endereços na cidade, como no tradicional bairro italiano do Brás, depois na atual região do Ibirapuera onde morreram as últimas filhas.
Os únicos filhos que casaram-se foram Isabel com Américo Cerutti, Antonio com Josephina Salvagnini e João com Clandira Magalhães (meus avós). Isabel não teve filhos e a ramificação dos outros Bertolucci está no ícone "árvore genealógica".
Luigi faleceu nesta cidade de São Paulo em 28/05/1945 com 85 anos. Sua esposa Maria Emília faleceu também nesta capital com 79 anos em 04/01/1943. Estão enterrados no cemitério de Vila Mariana. (?)
Pesquisa:

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

OFF TOPIC: Hino

Hino dos imigrantes italianos para o Brasil


Encontrei em uma comunidade do Orkut "Eu quero falar italiano", este tópico sobre o hino dos imigrantes italianos para o Brasil, escrito por Nivaldo Cavallaro.

[...]O hino, de autor desconhecido, foi originalmente composto em lingua veneta, pois era da regiao do Veneto que vieram uma boa parte dos nossos antepassados. [...]


Merica, Merica! (em dialeto veneto, original)

Dalla Italia noi siamo partiti.
Siamo partiti col nostro onore.
Trentasei giorni di macchina e vapore,
e nella Merica noi siamo arriva'.

Merica, Merica, Merica,
cossa saràlo 'sta Merica?
Merica, Merica, Merica,
un bel mazzolino di fior.

E alla Merica noi siamo arrivati
no' abbiam trovato nè paglia e nè fieno
Abbiam dormito sul nudo terreno
come le bestie andiam riposar.

Merica, Merica, Merica,
cossa saràlo 'sta Merica? Merica, Merica, Merica, un bel mazzolino di fior.

E la Merica l'è lunga e l'è larga,
l'è circondata dai monti e dai piani,
e con la industria dei nostri italiani
abbiam formato paesi e città.

Merica, Merica, Merica,
cossa saràlo 'sta Merica?
Merica, Merica, Merica,
un bel mazzolino di fior.

Dall' Italia noi siamo partiti
Siamo partiti col nostro onore
Trentasei giorni di macchina e vapore,
ed in America siamo arrivati.

America, America! (em italiano, que e’ o dialeto toscano: lingua oficial da Italia)

America, America, America,
cosa sarà questa America?
America, America, America,
un bel mazzolino di fiori.

E in America noi siamo arrivati
non abbiamo trovato né paglia e né fieno
Abbiamo dormito sul nudo terreno
come le bestie andiamo a riposare.

America, America, America,
cosa sarà questa America?
America, America, America,
un bel mazzolino di fiori.

L'America è lunga e larga,
è circondata dai monti e dai piani,
e con l'industria dei nostri italiani
abbiamo formato paesi e città.

America, America, America,
cosa sarà questa America?
America, America, America,
un bel mazzolino di fiori


==> Para ouvir a música: <==

sábado, dezembro 17, 2005

Um primeiro atestado de nossa ascendência italiana

Hoje é uma data importante para mais um dado oficial. Ontem, 16 de dezembro de 2005, recebi um retorno de uma carta enviada à Itália, para o Achivio de Stato de Lucca, onde solicitei informações sobre "Della Vista di Leva" que corresponde ao nosso Certificado de Reservista.

Na sua resposta, este departamento atestou que Luigi Bertolucci está registrado em Lucca, Capannori, com data de nascimento em 31/12/1860 e a filiação também está correta como já publiquei neste blog: filho de Pellegrino Bertolucci e Palmerina Micheli. O mesmo departamento sugeriu escrever para o Archivio de Stato de Firenze para conseguir a certidão de nascimento, que farei muito brevemente.

A partir de meu bisavô Luigi Bertolucci começa nossa história aqui no Brasil.

quarta-feira, novembro 02, 2005

1. Luigi Pellegrino Bertolucci

(Este post foi atualizado em 21/04/06) Este é o parente mais antigo que resgatei nas minhas pesquisas, meu trisavô Luigi Pellegrino Bertolucci casado com Dna. Palmerina Michela. 

Consegui chegar nestes nomes através do livro de registro de nascimento do meu avô João Bertolucci . O problema nestes estudos de genealogia é que sempre surgem nomes grafados erroneamente, como os deles que estão como Pellegrini e Palmerini Bertolucci. 

Penso que naquela época não se pediam outros documentos e os cartorários com problemas em compreender a pronúncia dos italianos, registravam como entendiam. Creio que o correto seja Pellegrino e Palmerina, de outra forma também podem estar aportuguesado. 

 No Memorial do Imigrante, situado no Brás, existe um registro de imigração em nome de Pellegrino Bertolucci, com a informação de que chegou no porto de Santos em 1885, no navio Bisagno, com 49 anos, procedente da cidade de Genôva. Seguiu em 22 de fevereiro para a capital e sucessivamente para a cidade de Limeira. 

Acho que vale a pena pesquisar esta certidão para ver se existem outras informações como filiação, etc. e averiguar se esta pessoa faz parte da nossa família. Se for o pai do bisavô Luiz, será um grande achado. Ainda não sei se o casal Pellegrino e Palmerina tiveram outros filhos. 

Acredito que meu bisavô não tenha sido filho único, porém, não me recordo de algum familiar ter comentado sobre outros irmãos dele se vieram para o Brasil. * Todas essas buscas começaram quando em 1994 me interessei em buscar minha cidadania italiana. Naquele período uma matéria no Jornal da Tarde sobre cidadania, indicavam as igrejas dos mórmons como um bom lugar para iniciar estas pesquisas, pois eles têm os registros (naquela época microfilmes) de nascimentos, casamentos e óbitos de todas as pessoas do mundo. 

Por muitos sábados fui a igreja no bairro da Penha e apesar de conseguir levantar algumas informações não passei do estágio de construir uma pequena árvore genealógica de nossos familires. O primeiro passo para dar entrada na solicitação da cidadania italiana é estar com todas as certidões, ou seja, de nascimento, casamento e óbito, neste caso partindo do meu bisavô Luiz. Depois dos outros parentes suscessivamente, chegado ao meu pai e a minha pessoa. 

Visite também o Patronato Italiano, no edifício Itália, localizado no centro de São Paulo, para buscar mais informações. Lá descobri que na época do nascimento (1860) do meu bisavô, as pessoas eram registradas nas igrejas. Eles me forneceram uma lista com todas as comunes na província de Lucca. Enviei algumas cartas (escritas em italiano, modelo fornecido pelo Patronato) para exatamente nove paróquias da província de Lucca, na Itália.

 Dois párocos responderam, mas sem muitas novidades, somente dizendo que não havia nenhum registro de nascimento em nome de Luigi Bertolucci. O pároco de Gragnano deu uma dica de que em Capannori realmente existem muitas famílias com o mesmo sobrenome da nossa família. O próximo passo após ter todas estas certidões são os gastos com traduções de todos os documentos, preenchimento de requerimentos, etc. Nem sei se atualmente tudo isso valha a pena! Daquele período para cá não realizei mais nenhuma pesquisa, voltando somente a me interessar por este assunto, quando me surgiu a idéia de não mais buscar a cidadania, mas de escrever algo sobre nossos familiares.


sábado, outubro 29, 2005

Árvore Genealógica

(Este post foi atualizado em Dezembro/2022)



LUCCA – Capannori - Itália

Partindo de LUIGI BERTOLUCCI. Já como imigrante, seu nome foi aportuguesado para Luiz Bertolucci.

Esta árvore genealógica também está organizada pelo site Rodovid




1. Luigi Pellegrino Bertolucci  (1836 - ------) - Tataravô
     (Itália - Lucca - Capannori). Existe um registro de Luigi Pellegrino Bertolucci desembarcado em São Paulo, em 1885.
-- Palmerina Micheli
      Filhos: Luigi Bertolucci , Assunta Bertolucci Panelli, Josefina Bertolucci Bracaloni


---1.2 Luigi Bertolucci (Luís) (31/01/1860 - 28/05/1945)
------- Maria Emília Ferreira da Silva (1864 - 03/01/1943)
           (pais) Joaquim Ferreira da Silva e Gertrudes Ferreira da Silva falecida em 18/02/1905 
                     
     1.2.1Assunta Bertolucci Panelli (1873 - 1952). Imigrou em 1944. (irmã)
      1.2.1.2. Francisco Panelli (marido)
   1.2.2 Josefina Bertolucci Bracaloni (__/__/1884 - 21/02/1962) (irmã)
            Valentin Bracaloni
-------1.2.1 Isabel Bertolucci (19/08/1887 - 01/05/1970)
-------------Américo Cerruti (Falecido em Novembro de 1954)
.........1.2.1.1 Paulo Bertolucci (25/07/1890 - 00/00/00) Batizado em (31/10/1890)
-------
1.2.2 Antonio Bertolucci (10/08/1892 - 22/11/1980)
-------------Josephina Salvagnini (12/04/1893 - 23/08/1985)
-------------1.2.2.1 Nélson Bertolucci (02/07/1925 - 18/042013)
-------------1.2.2.2 Benedita Rosa Salmasi
-------------1.2.2.2.1 Maria Inês Bertolucci
-------------1.2.2.2.2 Cristina Bertolucci
-------------1.2.2.2.3 Domingos Sávio Bertolucci (06/12//1962)
                  1.2.2.2 Nilza Bertolucci
------1.1.3 João Bertolucci (21/06/1895 - 19/03/1969)
-------------Clandira Guedes Magalhães (21/07/1899 - 18/05/1975)
-------------1.1.3.1 Nilza Bertolucci
-------------1.1.3.2 Assir Bertolucci (29/03/1920 - 20/11/02)
--------------------- Jordelina Bertolucci (falecida)
------------ 1.1.3.3 Edmilson Bertolucci (26/07/1922 - 10/05/1975)
--------------------- Catarina Saraiva Bertolucci (falecida) Pais: Joaquim Valdomiro Saraiva e Maria José Guedes Saraiva
---------------------1.1.3.3.1 Luiz Antonio Bertolucci (Gijão) (14/03/1947)
------------------------------- Gina
------------------------------- 1.1.3.3.1.1 Antonio Eduardo Bertolucci-- (04/05/1967 - 00/00/0000)
------------------- 
                                           1.1.3.3.1.2. Luiz Fernando Bertolucci       
1.1.3.3.2 Luiz Roberto Bertolucci (06/04/1949 - 01/04/2009)
------------------------------- Helenice Trindade de Souza (03/03/1951)

                                          1.1.3.3.2.1 André Luiz Bertolucci 
                                          1.1.3.3.2.2 Paulo Ricardo Bertolucci

------------1.1.3.4 Luiz Joacir Bertolucci (Zizo) (22.11.1924 - 00/08/2001)
--------------1----- Maria Soares (00.00.0000
 - 20/01/2018)------------------- 
---------------------1.1.3.4 Sérgio Luíz Bertolucci (23/07/1954)
----------------------------Maria Aparecida Cantarelli Bertolucci
----------------------------1.1.3.4.1 Rodrigo Cantarelli Bertolucci
----------------------------1.1.3.4.2 Rafael Cantarelli Bertolucci
------------1.1.3.5 Osmar Bertolucci (30/04/1928 – 25/04/98)
--------------------Maria Inês dos Santos (../../..    -   12/09/2012)
--------------------1.1.3.5.1 Nilton dos Santos Bertolucci (30/04/1959)
------------------------------Sueli Lopes de Souza Bertolucci
------------------------------1.1.3.5.1.1 Vivian Lopes de Souza Bertolucci (22/04/1983)

                                        1.1.3.5.1.2 Leandro Aparecido Nepomuceno (17/06/1980)
                                        1.1.3.5.1.3 Henrique Bertolucci Nepomuceno (07/09/2014)
                                         1.1.3.5.1.4 Cecília Bertolucci Nepomuceno (28/01/2019)
------------------------------1.1.3.5.1.2 Patrícia Lopes de Souza Bertolucci
--------------------1.1.3.5.2 Nilson dos Santos Bertolucci 24/04/1963)
------------------------------Valéria
------------ 1.1.3.6. Hélio Bertolucci (20/02/1931 - 16/05/2010)
--------------------- Nair Pierrotti (18/08/1932 - 18/02/2011)
--------------------- 1.1.3.6.1. Márcia Regina Bertolucci Pinto (18/12/1955)
-------------------------------- José Carlos Ruiz Pinto (00/00/00 - 16/11/2007)
--------------------- 1.1.2.6.2 Hélio Bertolucci Júnior (08/03/1962) - Blogueiro------------
                 1.1.3.7. Marilda Bertolucci Tiano (00/05/1933)
---------------------  João Tiano (Falecido)
-----------------------Cláudio Luiz Tiano (25/12/1957)                              
-----------------------Carlos Antonio Tiano (26/05/1960)
-----------------------Nilza Maria Tiano (22/11/1962)



------1.3.4 Elisa Bertolucci (31/12/1899 - 18/05/1986)
-------------(ficou casada somente um mês)

------1.3.5 Luiz Bertolucci Filho (10/10/1898 - 21/11/1965)
-                 Segundo registo do Family Search, não deixou filhos. Solteiro

------1.3.5 Mario Ferreira Bertolucci (1901 - 19/11/1939)
------------- (estado civil – solteiro)

------1.3.6 Olga Bertolucci (06/09/1905 - 09/01/1966). Data de nascimento Family Search
-------------(estado civil – solteira)

------1.3.7 Yolanda Bertolucci (15/11/1908 -14/05/1986)
 
-------------(estado civil – solteira)

Segundo informações de Antonio Bertolucci (filho de Luiz Bertolucci) a família teve outros filhos: três meninas e um menino que faleceram bebês, sem outros registros. Estas informações chegaram através de carta datada de 17 de outubro de 1994, escrita por Nélson Bertolucci, filho do Antonio e a mim endereçada.

A maioria dos familiares - Luiz Bertolucci, esposa e quase todos os filhos - foram sepultados no cemitério de Vila Mariana, nesta capital de São Paulo, onde existe um jazigo da familia. Estive averiguando esta procedência há mais ou menos uns quatro anos e não os localizei. Devido a um incêndio na década de 60 neste cemitério, muitos documentos foram perdidos, existindo a necessidade de levar datas dos últimos que por lá foram enterrados para averiguação de onde se localiza este túmulo.

João Bertolucci e espôsa (meus avós) estão sepultados no Cemitério da Quarta Parada, nesta capital, no jazigo da família Gonçalves, familiares por parte de meu tio, Osmar Bertolucci. 

Meu tio Osmar Bertolucci e meu pai Hélio Bertolucci também estão sepultados neste jazigo.


1. meu trisavô (Pellegrino Bertolucci) 
1.2. meu bisavô (Luiz Bertolucci)
1.1.3 meu avô (João Bertolucci)



quinta-feira, outubro 27, 2005

Brasão da Família Bertolucci



Segundo consta em alguns documentos de Luíz Bertolucci, nossa ascendência está na comuna de Capannori (Pieve) - Lucca, na região da Toscana, bem perto das cidades Firenze e Pisa. Pouco se sabe sobre a origem do nosso sobrenome, apesar dele ser conhecido internacionalmente devido ao cineasta Bernardo Bertolucci. Segundo o livro "A origem e o significado dos sobrenomes italianos" de Ciro Mioranza, Editora São João, não consta diretamente nosso sobrenome. Uma referência próxima, diz: [...] Que Bortolucci remontassem do latim Bartholomaeus que, por sua vez, era uma adaptação do nome hebraico e aramaico Barthalmay e que este se compunha de bar (filho) e thalmay (agricultor ou o que tem o domínio sobre as águas suspensas, as chuvas, ou ainda, intrépido, belicoso, temperamental) [...] - pag. 118

Pesquisa realizada em 12/11/2005
BERTOLUCCI - de Bertolo com o sufixo plural -ucci.

Pesquisa realizada em 14 de março de 2012

Sia Bertolizio che Bertolizzi sono quasi unici, sicuramente del nord Italia, Bertoluzzi, assolutamente rarissimo, è leggermente meno raro, Bertoluzzo, molto molto raro, ha un ceppo tra vicentino e padovano ed uno tra cuneese e savonese, Bertolucci è sicuramente il più diffuso, tipico della Toscana nordoccidentale, delle province di Massa e Lucca soprattutto, dovrebbero tutti derivare dal nome medioevale Bertolicius o Bertolutius, di cui abbiamo un esempio in un atto dell'anno 1301: "Questio domini Bertolutii de Pretis doctoris legum disputata sub MCCCI die tertia intrante apreli. In nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti amen. Questio talis est: cavetur in statuto communis Bonon. In alio cavetur quod nullus de lingua forasteria possit habere officium. ...".

Ambos Bertolizzi Bertolizio que são quase únicos, certamente norte da Itália, Bertoluzzi, muito raro, é ligeiramente menos raros, Bertoluzzo, muito, muito rara, tem uma tensão entre Vicenza e Pádua e um dos Cuneo e Savona, Bertolucci é certamente o mais difundido, típica das províncias do noroeste da Toscana Lucca e Massa em especial, todos devem ser derivados dos Bertolicius nome medieval ou Bertolutius, que temos um exemplo em ato do ano 1301: "questio de domínios Bertolutii Pretis doctoris legum jogado sub dias MCCCI tertia intrante em nomine Patris apreli et Filii et Spiritus Sancti Amém questio talis est:.. communis cavetur Bonon nos estatutos em nullus quod de alio linguagem cavetur forasteria possit habere Officium .... "..


Fonte: http://www.cognomiitaliani.org/cognomi/cognomi0002erto.htm

Lucca

HistóriaCidade que data de antes de Cristo, serviu como palco para a renovação do triunvirato de César, Pompeu e Crasso. No início da Idade Média, sob domínio germânico, foi a cidade mais importante da Toscana. No ano de 570 foi conquistada pelos lombardos. Foi, no final do séc. XIII, a segunda cidade em importância da região, atrás apenas de Firenze, famosa por seu grande centro têxtil. Tornou-se independente em 1370 e república em 1430. Passou pelo controle de franceses e austríacos até, em 1847 ser cedida ao ducado da Toscana.



A imagem do brasão foi enviada por um participante da comunidade "Bertolucci" no Orkut.

O histórico da cidade de Lucca foi extraido do site Portal Itália, onde constam mais informações e fotos da cidade, que é uma bela cidade.

quarta-feira, outubro 26, 2005

Introdução por Hélio Bertolucci Jr.

Outubro de 2005

Este blog terá informações através do meu olhar sobre histórias que consigo lembrar de minha família paterna. Uma vez ouvi uma frase de que as pessoas só morrem quando elas ficam no esquecimento, então, vamos renascer todos esses que já passaram por aqui e estão no andar de cima, nos protegendo, afinal, eles vieram primeiro e eu por algum motivo que a vida não me informa, escolhi fazer parte desta família.

Sempre tive vontade de contar e registrar nossas memórias familiares, que de certa forma se perdeu com com a morte destes familiares e nada foi registrado, a não ser através de algumas fotografias. Desde criança sempre fui muito curioso e curtia ouvir algumas histórias contadas por um tio, aliás, meu padrinho, sobre nossos antepassados. Ele apesar de pouca instrução, foi a memória da família, sempre tinha seus "causos", piadas, fofocas de alguns pessoas. Meu pai, ainda vivo (falecido em 2010), nunca foi a melhor referência para coisas familiares, quando questionado sempre dizia que não sabia, ou não lembrava de tal acontecimento. Memória de peixe!!! (rs) 

 Acho que temos uma história simples, mas não deixa de ser a nossa história, desde a chegada de Luíz Bertolucci (meu bisavô) partindo de Gênova. Luigi, seu nome verdadeiro, acabou aportuguesando seu nome, como tantos italianos que naquela época não eram bem vistos pela sociedade. Acredito que tenha sido mais ou menos como a história mostrada pela novela "Terranostra" da Rede Globo de Televisão. Suponho que todas as famílias descedentes de italianos que chegaram à São Paulo tiveram a mesma história, acreditando em receber terras e achando que o Brasil fosse o novo eldorado. Não foi bem assim, o que eles, por parte do Governo quiseram, era substituir a mão escrava abolida que já não prestava mais serviços nas grandes fazendas. Pelo que sei, os nossos ficaram sempre na capital. 

 Qual foi a intenção da vinda de Luíz Bertolucci para o Brasil? Sinceramente, nos resta acreditar que a mesma de muitos outros italianos. A imigração italiana já foi bastante documentada através de livros, como os da escritora Zélia Gattai que escreveu Anarquistas Graças a Deus que acabou virando minissérie na Rede Globo em 1984. Zélia tem outro livro, complementando este primeiro, de nome Cittá di Roma que era o nome do navio que imigraram para o Brasil. Algumas novelas também retrataram as sagas italianas como: Nossa Vida (1988) Terranostra (1998) Esperança (2002) da Rede Globo e Os Imigrantes da Rede Bandeirantes. Acho que nossa família, pelo menos do nosso ramo, levou uma vida cotidiana, sem personagens célebres, riquezas, aventuras, tragédias, etc. 

Mesmo assim, podemos dizer que aqui também iniciou-se uma saga, como tantas outras que tiveram um sonho, porém, continua sendo uma família simples, com personagens que podem e devem continuar esta história. 

 É assim que desejamos ser lembrados e relembrados por toda a eternidade, como pessoas simples e trabalhadoras, os Bertolucci que fizeram sua história no bairro do Belenzinho e hoje espalhados por várias localidades desta cidade e outros municípíos paulistas.