quarta-feira, abril 22, 2009

Isabel Bertolucci Cerrutti

Este post foi atualizado em 03 de julho de 2009
Isabel foi a primeira filha registrada do casal Luigi (Luiz) Bertolucci e Maria Emilia, que se casaram em 1885. Pode ser que num período de dois anos nasceu alguma criança que veio a falecer sem registro.

Nasceu em 19 de agosto de 1887 nesta cidade de São Paulo, vindo a falecer em 01 de maio de 1970, com 83 anos. Está sepultada no jazigo da família no cemitério do bairro de Vila Mariana.

Isabel casou-se com Américo Cerrutti (falecido em novembro de 1954) e não tiveram filhos.

Pelo que sei, Isabel morava num imóvel que pertenceu ao meu bisavô na região do bairro do Ibirapuera. Não estou certo se vivia neste imóvel somente com seu marido, ou também com suas irmãs que não se casaram: Yolanda, Olga e Elisa (ficou casada somente 1 mes). Por sua vez estas talvez morassem num imóvel ao lado, na mesma rua.

Lembro-me que no ano de 1970 quando Isabel veio a falecer estive nesta casa com minha avó Clandira, minha tia Marilda e alguns primos.
Era um sobrado grande, com jardim na entrada. Na sala havia um piano, pois, o clã feminino eram musicistas, creio que professoras de piano e violino. Américo Cerrutti também era músico e segundo uma foto do álbum de Izabel , ela o denominava "um virtuose".
Revendo o álbum de fotografias de Isabel, uma curiosidade. Com que finalidade se coloca num álbum familiar a fotografia de Luiz Carlos Prestes , Olga Benário e de sua filha Maria Leocadia Prestes?
Pelo visto o casal era simpatizante do Partido Comunista e este álbum com certeza deveria ser bem guardado no período em que falar em comunismo, poderia levar a prisão.
Recentemente meu pai, que pouco se lembra da história familiar, perguntei sobre o Américo Cerrutti e qual era sua profissão. Disse-me que ele foi perfumista, que trabalhava com fórmulas para perfumes. Não sei ao certo se dentro de alguma indústria ou particularmente...enfim.
Um fato curioso que meu pai me contou que o Américo conhecedor de fórmulas enveredou falsificar o uisque "cavalinho branco" (creio que seja o White Horse) e que este foi preso e solto depois de pagar fiança.
Lembro-me que em meados da década de 1970 minha avó Clandira tinha um grande vidro de perfume em sua cômoda e sempre nos dizia que tinha sido meu avô o fabricante, este já falecido. Era um vidro grande e o líquido num tom amarelado. O cheiro não era nada bom, agora, não sei se o perfume era ruim o já estava estragado devido a tantos anos guardado.

3 comentários:

Anônimo disse...

Comentário por Helio Domingos Salvagnini, sobrinho de Josephina Bertolucci, irmã de meu pai e casada com Antonio Bertolucci:
Se não me falha a memória, Américo Cerrutti tinha uma loja de perfumes e essências em um segundo pavimento de uma loja na Rua Onze de Agosto no centro de São Paulo. Parece-me que ele vendeu a loja para meu tio Fortunato Sétimo Salvagnini um pouco antes ou durante a segunda guerra mundial (1939/1945), que oficialmente ficou em nome de sua esposa Augusta Pereira do Valle Salvagnini. O nome da loja passou a ser "Casa Augusta". Um pouco antes de desapropriaram os prédios para fazer a nova praça da Sé incluindo a estação do Metrô, mudaram-se para a praça da Liberdade onde ficaram por pouco tempo e fecharam a firma.

Henry Bertolucci disse...

Interessante saber isso! Ah, quando puder atualize o cabeçalho do site, não há mais nenhum Bertolucci morando em Caçapava (era eu, já voltei pra São Paulo :)

Anônimo disse...

Caro Hélio Bertolucci,
Sou professora de História e mestranda e o meu tema de pesquisa está ligado às mulheres italianas e ítalo-brasileiras. Através de pesquisas em diversos jornais da comunidade italiana me deparei com o nome de uma importante militante anarquista, a Isabel Cerrutti. Hoje descobri no seu blog informações muito valiosas para a minha pesquisa, já que pretendo reconstruir a vida de Isabel Cerrutti com a finalidade de fazer um trabalho que contenha dados biográficos. Gostaria, se possível marcar uma entrevista com o senhor para conversarmos sobre a sua tia-avó.
mandei um e-mail pra vc. Agradeço. Daniela