quarta-feira, novembro 02, 2005

1. Luigi Pellegrino Bertolucci

(Este post foi atualizado em 21/04/06)


Este é o parente mais antigo que resgatei nas minhas pesquisas, meu trisavô Luigi Pellegrino Bertolucci casado com Dna. Palmerina Michela. Consegui chegar nestes nomes através do livro de registro de nascimento do meu avô João Bertolucci . O problema nestes estudos de genealogia é que sempre surgem nomes grafados erroneamente, como os deles que estão como Pellegrini e Palmerini Bertolucci. Penso que naquela época não se pediam outros documentos e os cartorários com problemas em compreender a pronúncia dos italianos, registravam como entendiam. Creio que o correto seja Pellegrino e Palmerina, de outra forma também podem estar aportuguesado.

Na Memorial do Imigrante, situado no Brás, existe um registro de imigração em nome de Pellegrino Bertolucci, com a informação de que chegou no porto de Santos em 1885, no navio Bisagno, com 49 anos, procedente da cidade de Genôva. Seguiu em 22 de fevereiro para a capital e sucessivamente para a cidade de Limeira. Acho que vale a pena pesquisar esta certidão para ver se existem outras informações como filiação, etc. e averiguar se esta pessoa faz parte da nossa família. Se for o pai do bisavô Luiz, será um grande achado.

Ainda não sei se o casal Pellegrino e Palmerina tiveram outros filhos. Acredito que meu bisavô não tenha sido filho único, porém, não me recordo de algum familiar ter comentado sobre outros irmãos dele se vieram para o Brasil.

* Todas essas buscas começaram quando em 1994 me interessei em buscar minha cidadania italiana. Naquele período uma matéria no Jornal da Tarde sobre cidadania, indicavam as igrejas dos mórmons como um bom lugar para iniciar estas pesquisas, pois eles têm os registros (naquela época microfilmes) de nascimentos, casamentos e óbitos de todas as pessoas do mundo. Por muitos sábados fui a igreja no bairro da Penha e apesar de conseguir levantar algumas informações não passei do estágio de construir uma pequena árvore genealógica de nossos familires.

O primeiro passo para dar entrada na solicitação da cidadania italiana é estar com todas as certidões, ou seja, de nascimento, casamento e óbito, neste caso partindo do meu bisavô Luiz. Depois dos outros parentes suscessivamente, chegado ao meu pai e a minha pessoa. Visite também o Patronato Italiano, no edifício Itália, localizado no centro de São Paulo, para buscar mais informações. Lá descobri que na época do nascimento (1860) do meu bisavô, as pessoas eram registradas nas igrejas. Eles me forneceram uma lista com todas as comunes na província de Lucca.

Enviei algumas cartas (escritas em italiano, modelo fornecido pelo Patronato) para exatamente nove paróquias da província de Lucca, na Itália. Dois párocos responderam, mas sem muitas novidades, somente dizendo que não havia nenhum registro de nascimento em nome de Luigi Bertolucci. O pároco de Gragnano deu uma dica de que em Capannori realmente existem muitas famílias com o mesmo sobrenome da nossa família.

O próximo passo após ter todas estas certidões são os gastos com traduções de todos os documentos, preenchimento de requerimentos, etc. Nem sei se atualmente tudo isso valha a pena!

Daquele período para cá não realizei mais nenhuma pesquisa, voltando somente a me interessar por este assunto, quando me surgiu a idéia de não mais buscar a cidadania, mas de escrever algo sobre nossos familiares.